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Publicado em Notícias
Postado por  Sede Geral - Ana 11 Outubro 2018
A vivência do Carisma em terras além mar!

"A missão é ser testemunho da missão do Filho de Deus.

Partilhar e servir na alegria

nesta Pátria ou na Pátria de irmãos"

A missão das Irmãs Catequistas Franciscanas no Kuito-Bié, em Angola, teve inicio no dia 4 de Junho de 1999, com as irmãs: Nadir Martins Borges e Maria das Graças Vieira. Viemos ao Kuito a convite dos Irmãos Maristas, com o objectivo de trabalhar na Escola de Formação de Professores INE MARISTAS “SÃO JOSÉ”.

Assumimos com amor essa missão na escola, mas sempre participamos das actividades da Diocese do Kuito-Bié e na Paróquia “São Lourenço”. Aos poucos fomos diversificando nossas acções, contribuindo nos cursos para as lideranças, catequistas, no Kuito e em diversos municípios. Nos integramos nas comissões de Pastoral da Criança, Pastoral Bíblica, na comissão de Justiça e Paz e com os hansenianos. Trabalhamos em outras escolas ajudando a construir as mesmas.

Ao longo desses anos contribuimos também na formação dos missionários, das junioristas e na coordenação da SCMIRA (Comissão dos Religiosa).

Actualmente vivemos o Carisma, nesta realidade, comprometidas com o cuidado da vida junto aos retornados, na pastoral da criança e com os hansenianos, com os quais procuramos ser presença solidária e sinal de esperança.

Exercemos nossas actividades junto aos retornados e migrantes, por meio de visitas, acolhida, reuniões, apoio e ajuda para fazer suas lavras e na luta pela legalização de seus documentos.

Na pastoral da Criança dedicamos à formação para as famílias, pequenas hortas, alimentação alternativa, nas paróquias vizinhas e dos municípios; curso de pinturas para jovens, mamás e formandas.

Sempre foi dada alguma assistência a leprosaria São José, com visitas, com alguns donativos. Em 2016, o Ministério da Reinserção Social que antes dava assistência para eles, em nome da crise deixou de levar os alimentos e ficaram desprotegidos. Diante dessa realidade de intenso sofrimento nóa passamos a visitá-los com mais frequência e vimos que a situação era muito dolorida, havia muitas pessoas doentes, com feridas e passando fome. Então vimos a necessidade de ir morar com eles, para conviver, acolhê-los, escutá-los e ser uma presença de esperança. Fizemos com eles uma pequena plantação para suprir em parte a carência de alimentos.

Nossa sororidade também assume com carinho e dedicação o acompanhamentos das jovens no aspirantado.

Aqui nesta realidade encontramos muitos desafios, tais como: cada dia cresce mais a pobreza, a fome, doenças, desemprego, famílias desestruturadas, prostituição. Há homens, mulheres e crianças pelas ruas, pedindo ajuda e comendo do lixo.

Há angolanos que se refugiaram em outros países e voltaram para Angola totalmente desprotegidos, com falta de documentos, sem trabalho e sem possibilidade de estudar e gerir seus próprios negócios.

Como ajudar os jovens a se manterem firmes em sua fé diante de tanta proliferação e convites das Igrejas. São muitos os jovens que estudam, porém ao concluir seus estudos não têm possibilidade de emprego e nem condições de sobreviver.

Nós caminhamos com esse povo sofrido alimentando esperanças em dias melhores.

Esperamos que, com nosso testemunho e ação missionária, possamos contribuir para o fortalecimento da Igreja, nesta realidade tão sofrida, onde prevalece crenças diversas, (feitiços e ritos tradicionalistas). Temos esperança de nos fortalecer como equipa para melhor actuarmos na protecção das crianças, jovens, leprosos que são os mais vulneráveis.

Uma grande missão nossa aqui em Angola é a formação das jovens vocacionadas, a maioria ficam conosco dois a três anos e depois desistem. Porém, temos a esperança de que serão boas mães, boas donas de casa e responsáveis em seus compromissos. Algumas das que estiveram conosco já deram testemunho disto.

Pedimos sempre a Deus que o projecto missão Angola se fortaleça e atraia mais pessoas para o serviço aos pobres sofridos desta realidade. Esperamos que as jovens acreditem mais em suas potencialidades de servir, e que a formação académica esteja em segundo plano, pois pensamos que deveria ser uma oferta pessoal, como louvor e agradecimento ao Pai criador pela vida. Como fazia o povo da Bíblia que ofertava a Deus os primeiros frutos como acção de graça.

O caminho percorrido até aqui tem nos proporcionado muitas alegrias, destacamos aqui:

1.     A religiosidade do povo e perseverança nas liturgias de quatro a cinco horas, atentas o tempo todo. A assembleia nos dá um banho de liturgia, cânticos e danças em todas as partes da missa. A comunidade é pobre mais não falta teclados e tambores que dá um combinação harmoniosa na melodia dos cantos;

2.     Ver as vocacionadas perseverando, principalmente as vocacionadas vindas do Congo, mesmo sem nossa presença naquele país, nos alegra e anima;

3.     Estar com os mais pobres e carenciados de saúde, alimentação, escola, casa, vestuário é um mergulho no Mistério de Jesus que nos encanta e desafia a vivência radical do valores evangélicos.

No cotidiano de nossa vivência, com todas estas realidade, somos presença de esperança e força de vida, na certeza de que, Aquele que nos chamou, caminha conosco e nos orienta na missão.

 

Kuito, ao 9 de outubro de 2018

Informações adicionais

  • Fonte da Notícia: Irmãs Maria das Graças Vieira, Nilza Laurentino e Ármine Panini, sororidade do Kuito/Bié - Angola

Comentários  

#1 Maria Fachini 13-10-2018 01:49
Que animador, Irmãs, sentir tanta vida em meio a tanta morte. Que o Deus da vida lhes sustente o ânimo, a energia para lutar pela vida e dignidade das pessoas e do planeta. Um abraço carinhoso

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Direção:
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Ana Pereira Macedo

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Arte: Lenita Gripa

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