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Publicado em Notícias
Postado por  Sede Geral - Ana 18 Dezembro 2018
Gratidão, alegria e envio!

“Dentro da noite escura, da terra dura, do povo meu,

nasce uma luz radiante no peito errante. Já amanheceu!”

Neste terceiro domingo do advento, último dia de nossa assembleia capitular, domingo da alegria, nos perguntamos, para nós, o que significa a perfeita alegria? São Francisco de Assis dá uma dica: Cai a tarde de inverno impiedoso, e Francisco e Leão sob a neve caminham. Vão tornando a Santa Maria, com fome e com frio, ao final de outro dia. Frei Leão vai na frente, ligeiro. Frei Francisco lhe chama e lhe diz “Frei Leão toma nota, se queres saber o que é a perfeita alegria! Se nós tivermos a graça de Deus, de pregar o evangelho e a cruz, e, por obras e exemplos, pudermos levar a Jesus. E convertermos os homens à fé, até mesmo os de mau coração, Frei Leão, isto ainda não é a perfeita alegria.”

“Imagine, Leão, que Deus nos tenha dado a graça de a todos curar, de fazer ver aos cegos, e aos coxos andar, surdos ouvirem e mudos falarem. E que até os demônios fugissem ao comando do nosso olhar. E que os mortos nós ressuscitássemos. Isto não é a perfeita alegria! E se falássemos todas as línguas, com o dom de bem comunicar, transformando os reinos da terra em reinos de paz. E soubéssemos toda a ciência e os segredos da terra, Frei Leão, isto ainda não é a perfeita alegria.”

Mas, então, pai Francisco, o que é a perfeita alegria?

“Se ao chegarmos ao nosso convento e batermos depressa esperando entrar, e o porteiro, do lado de dentro, ao invés de abrir, põe-se assim a falar: quem sois vós que assim importunos, nesta hora nos incomodais? Somos nós teus irmãos, Frei Leão e Francisco que chegam e querem entrar. E, Frei Leão, se o porteiro disser que é mentira e que não abrirá, que encontremos um outro lugar em um canto qualquer... e se nós diante da porta fechada, sob a noite e a neve que cai, conservarmos a paz, isto é a perfeita alegria!”

“Mas, se nós insistirmos em pranto que abra, que tenha piedade de nós, pois com fome e tão necessitados, na noite não temos consolo e lugar. E se, então, o porteiro sair empunhando um bastão e gritar e bater em você e em mim, muito mais, nos deixando no chão a chorar, e, Frei Leão, se for Deus quem tal faz, que nos deixa na noite e na cruz, se entendermos que este abandono imita Jesus. E se nós, diante da porta fechada sob a noite e a neve que cai conservarmos a paz, isto é a perfeita alegria!”

As Irmãs presentes à assembleia, após este canto, expressaram o que significa a perfeita alegria em suas vidas: “acolher os fracassos”; “assumir as contradições do cotidiano”; “abdicar de nossa vontade em favor do grupo”; “acolher o diferente, as surpresas de Deus, os imprevistos de cada dia...”

Em seguida passamos à aprovação das Linhas Inspiradoras e das decisões capitulares. O que aprovamos, queremos fazer juntas. Todas estamos no mesmo processo. Por isso, “ninguém solta a mão de ninguém.”

Após a aprovação das decisões e propostas, fez-se a avaliação de todo o processo capitular. O que mais se destacou foi o método participativo, que buscou envolver todas as irmãs; a competência das assessoras e o caminho que juntas conseguimos construir.

A assessora Irmã Terezinha Del’Acqua fez considerações finais chamando nossa atenção para algumas atitudes importantes no processo que estamos fazendo, tais como: acolher com paciência os diferentes ritmos das pessoas e grupos; perdoar-se e perdoar a outra; controlar a ansiedade; investir na comunicação interpessoal e elaborar o processo de luto pessoal e grupal.

A assembleia capitular é um tempo de sérias discussões e decisões relativas à nossa vida-missão, mas há espaços de leveza, gratuidade e partilha. Fomos agraciadas com mimos que expressam carinho e bem querer entre nós. Irmã Izaura proporcionou uma troca de cartões entre as irmãs e exercitarmos entre nós a simplicidade, disponibilidade e alegria.

Muitas pessoas trabalharam na preparação e realização da Assembleia Capitular. Hoje, agradecemos especialmente às Irmãs que estiveram envolvidas na acolhida, preparo do ambiente e da alimentação, que favoreceu o bom êxito dos trabalhos e convívio fraterno.

A assembleia Capitular foi concluída com a celebração Eucarística presidida por Dom Onécimo, Bispo da Diocese de Rio do Sul – SC. Nesta, aconteceu a passagem dos serviços à nova Coordenação Geral da Congregação. Foi uma celebração muito bonita, com rituais indígenas que trouxeram de maneira muito viva a interculturalidade e símbolos que nos ajudam e interpelam na caminhada coletiva de todas nós.

Seguimos nossa caminhada com o coração missionário aquecido e bem revigorado. Por toda a nossa história, na certeza de que até aqui o Senhor nos sustentou e conduziu e, certamente continuará caminhando conosco, “Ergamos a uma só voz, um hino de grande louvor! Deus está no meio de nós, com sua graça, sua força e amor. A missão é ser testemunha da missão do Filho de Deus. Partilhar e servir na alegria, nesta pátria ou na pátria do irmão.”

Informações adicionais

  • Fonte da Notícia: Irmãs Cleide Lazarin e Ana Claudia Rocha – pela equipe de Comunicação da assembleia capitular

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Direção:
Isabel do Rocio Kuss

Ana Pereira Macedo

Arte: Lenita Gripa

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